“Ainda sou aquele que se senta no canto por ter medo de não ser aceito, ainda sou aquele que prefere ficar desenhando a ter que conversar sobre coisas que não entende. Ainda sou aquele que escreve poesias para amenizar a dor, ainda sou aquele que levanta tarde por não conseguir dormir cedo.
“Porque, obviamente, eu não preciso de você. Ano passado eu pensei que não, não poderia seguir sem você. Mas vejamos, eu continuo aqui. Comendo, bebendo — afogando as mágoas, na verdade — saindo com meus amigos, dançando, sorrindo, e me divertindo como sempre. Continuo dormindo, e tomando aquele banho que sempre me acalma. Continuo fazendo aquela comida sem sal, e continuo deixando o arroz queimar. Mas eu continuo fazendo tudo oque fazia quando estava com você. Continuo até sendo aquele moleque bobo, de sorriso amarelo. Eu realmente não preciso de você, nem um pouquinho. Mas seria mesmo inquietante dizer que não te quero. Porque isso sim, seria uma grande mentira.
“Procurei, busquei, arrisquei, cansei, voltei, tentei, perdi, ganhei, sorri, chorei, e continuo a existir.
“Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.